segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Olá (Ugh).

Uma vez mais chegados da estação da caça, apresento-vos um conjunto de necessidades para a minha tribu.

Este ano não foi bom para nós.

Perdemos O Guia, a caçada não teve graça nem proveito, e ameaça-nos uma escassez de peles e gordura de bisonte, como parece que não tinhamos à 30 anos.

Perdemos igualmente uma das nossas mais avisadas Irmãs, para mim uma 3ª avó e, portanto, o ano não foi particularmente feliz.

Para acabar, o Conselho das Tribus elegeu (mal) um chefe-de-guerra que não promete nada, nem de bom nem de mau, e cujo nome, Humpá-pá Punkipah (Saltinhos-de-Coelho em latinária) é no mínimo, risível. Recordo com saudade chefes do passado, como Gerónimo (com G e que nunca esteve em Pirescoxe), Touro Sentado, Salix Maia, Três Cajados, que saberiam mandar aos "Mercadores" um Tomahawk, bem no meio da testa.
Como vêem, venho verrinoso e mesquinho, com vontade de bater em alguém, se possível com bastante força.

Agora, quanto ao assunto que me levou a enviar estes sinais de fumo.

Tendo em conta esta época de escassez de gordura de bisonte e peles do mesmo bicho, e a tristeza pesada que por vezes de mim se apossa (não tenho a certeza que esta palavra exista ou que a construção gramatical esteja remotamente correcta, mas enfim), venho solicitar que nesta quadra, me ponham no alforge esquerdo da sela (sem eu ver), o último disco do chefe Tomás Espera (em português Tom Waits). Se quiserem melhorar a prenda (já que este disquito custa praí 16€), gostaria igualmente, da edição do mesmo chefe, muito antiga, do disco "Blue Valentine". Sei que é difícil, mas não seguramente impossível.
Se não estiverem com paciência para procurar, poderão cumprir o vosso desígnio de dádiva ao próximo, através de um cheque-disco ou mesmo dinheiro vivo (nota: este ano, ainda não tenho terminal de multibanco acoplado).
Outra coisa que me fazia alguma falta era uma quinzena de férias em Cabo-Verde, mas imagino que está um poucochinho acima das vossas intenções.

Beijos (bastante másculos) e abraços (ainda mais másculos).

Ricardo, o penedo tranquilo.

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